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29.10.2016 | Produtos

29 de Outubro - Dia Mundial do AVC: reabilitação pós-AVC proporciona vida com mais qualidade

No próximo dia 29 de outubro é celebrado o dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, sendo a primeira causa de morte e incapacidade da população brasileira com grande abalo econômico e social. De acordo com a Associação Brasil AVC (ABAVC) a cada seis segundos alguém em algum lugar do mundo morre por causa de um derrame.

O enfrentamento das dificuldades da rotina após o derrame é difícil tanto para o paciente quanto para a família, e para isso existem os programas de reabilitação que tratam os déficits pós-AVC nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, que promovem melhoras na qualidade de vida do paciente. É importante que o acometido e a família entendam que A Vida Continua, tema este que será abordado na campanha deste ano da ABAVC – clique no link e saiba mais: www.abavc.org.br.

“Precisamos chamar a atenção da população leiga para o acesso à reabilitação, onde é possível o paciente se reintegrar a uma vida social ativa e prazerosa com o auxílio da equipe médica que irá proporcionar que a pessoa acometida viva com mais mobilidade e menos dor. A maioria das pessoas que sofrem com a doença e seguem um plano de reabilitação conseguem se recuperação parcial ou totalmente”, relata a neurologista e vice-presidente da Associação, Dra. Carla Moro.

O AVC pode ocorrer a qualquer hora, durante qualquer atividade e até mesmo durante o sono, sendo dois tipos: AVC Isquêmico que é o mais comum, quando um vaso que irriga o cérebro é bloqueado e o AVC Hemorrágico que ocorre devido à ruptura de um vaso sanguíneo dentro ou ao redor do cérebro. Pessoas com mais idade, hipertensas, diabéticas, fumantes, alcoólatras, obesos e sedentários são o grupo de maior risco a serem atingidos pela doença que podem apresentar sequelas motoras, visuais, de linguagem – entre outros.

“Entre todas as sequelas causadas após o AVC o paciente deve ser direcionado imediatamente à reabilitação para trabalhar, primeiramente, a força motora que muitas vezes é associada à espasticidade (rigidez excessiva) e que atrapalha demais a vida do indivíduo, podendo ser tratada desde a fisioterapia até medicamentos injetáveis como a toxina botulínica A, que provoca o relaxamento do músculo que se encontra excessivamente rígido e contribui em devolver a mobilidade temporária e a diminuição da dor, com efeito generalizado e transitório, com aplicações a cada 3 ou 4 meses. Este tratamento proporciona que o paciente volte a realizar atividades simples do dia a dia, como escovar os dentes, pentear o cabelo ou segurar um copo”, diz a neurologista.

A espasticidade foi apontada como a sequela mais incapacitante e impactante na qualidade de vida para 42% de 810 pacientes de espasticidade em pesquisa¹ realizada em 31 países. Postura anormal, dor ou incapacidade de dormir também são a condição que mais incomoda para 34,5% deles e as limitações nas atividades da vida diária, como tomar banho, vestir-se, comer ou cortar as unhas, aparecem em 23,5% dos casos.

“Para que o paciente recupere a sua independência para as atividades da vida diária é preciso muita dedicação por parte dele e apoio dos familiares e amigos. A maioria das pessoas acometidas pela doença se recuperam com a reabilitação, voltando a exercer atividades que exerciam antes, mas claro que com mais cuidados e com a preocupação em tratar os fatores de riscos que podem ter contribuído para o Acidente Vascular Cerebral, assim prevenindo até mesmo  novos episódios”, reforça a Dra. Carla.

Veja abaixo o infográfico e videorreportagem como complemento deste material (clique em cima da imagem para abrir o link):
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Sobre o AVC

O acidente vascular cerebral ocorre quando o fornecimento de sangue para uma parte do cérebro é interrompido e as células do cérebro se danificam ou morrem. Os AVCs afetam as pessoas de diferentes maneiras, dependendo da parte do cérebro que é afetada, de quão extenso é o dano e da condição de saúde da pessoa antes do derrame. Os AVCs podem causar danos permanentes nas funções corporais e nos processos cognitivos. É a segunda causa de morte no mundo, depois das enfermidades cardíacas¹.

Sobre a espasticidade

A espasticidade é um transtorno neurológico caracterizado por um aumento anormal, ou hiperatividade, no tônus muscular. A condição faz com que os músculos afetados se contraiam de forma contínua (permaneçam em flexão ou encurtados) durante longos períodos de tempo. Podem se manter rígidos e resistir ao alongamento normal necessário à ação muscular². Os sintomas da espasticidade podem variar de rigidez leve a severa, espasmos musculares intensos e até incontroláveis, muito dolorosos, especialmente se as articulações forem envolvidas em posições anormais, impedindo a amplitude normal do movimento. Os sintomas podem incluir a hipertonia (aumento do tônus muscular), espasmos clônicos (uma série de contrações musculares rápidas), exacerbados reflexos profundos de tendões, espasmos musculares, posição em tesoura (cruzamento involuntário das pernas) e articulações fixas. A condição pode interferir na capacidade de realizar uma série de atividades diárias. Se não forem tratados, os músculos afetados ficarão sujeitos a contraturas, uma condição que deixa os músculos e os tendões permanentemente encurtados e pode resultar em uma postura anormal permanente, normalmente dolorosa e de correção cirúrgica³.

Sobre BOTOX® (toxina botulínica A*)

A aplicação de BOTOX® ficou famosa no mundo todo pela indicação cosmética, no tratamento das rugas de expressão. No entanto a substância foi descoberta para o tratamento terapêutico e aprovada, em 1989 (pelo FDA, nos Estados Unidos), como uma alternativa para tratar o estrabismo.

No Brasil, a primeira toxina botulínica a ser aprovada foi BOTOX®, marca comercial da Allergan, em 1992, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para fins terapêuticos. Hoje, BOTOX® possui nove indicações aprovadas no País: distonia, estrabismo, blefaroespasmo, espasmo hemifacial, linhas faciais hipercinéticas, espasticidade, hiperidrose, bexiga hiperativa e migrânea crônica, popularmente conhecida como enxaqueca crônica.

Fonte para entrevista
Dra. Carla Moro – CRM 6298
Neurologista da Clínica Neurológica e Neurocirúrgica de Joinville |Coordenadora da Unidade de AVC do Hospital Municipal São José |Coordenadora do Programa de Residência Médica em Neurologia |Vice presidente da Associação Brasil AVC

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  1. Spasticity. American Stroke Association. Acesso em setembro de 2014.
  2. Portal Brasil. Acesso em setembro de 2014.
  3. Wissel J, Ward A, Erztgaard P, Bensmail D, Hecht M, Lejeune T, Schnider P. European consensus table on the use of botulinum toxin type A in adult pasticity. Rehabil Med 2009;41:13-25.


 

Relações Públicas – Allergan

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